25 de dez. de 2008
O ancião Roberto Carlos insiste em sair do sarcófago pra cantar no fim do ano. Ele sabe que todo mundo tá cheio do marafo e mal percebe sua cara no vídeo, imagine se vai se ligar nas músicas. As de sempre, ainda que não sejam as de sempre, já que são todas iguais. O que incomoda é que o rei [rei de quem? Da juventude é que não é, com o pé na cova. Um pé na cova, claro, temos um rei-saci] não bastava ser papa-defunto da Maria Rita, agora deu pra falar de doença. Diz que tem TOC mas é reticente ao explicar seus efeitos. Limita-se a dizer que agora vai falar palavras proibidas [entenda-se "inferno", "mal" e outras bobagens que igualmente não fazem falta]. Desse jeito ele não presta serviço nenhum aos que têm sintomas de TOC - coisa muito mais pesada do que as frescuras reveladas pelo cantor. Serviço mesmo, ele prestou à humanidade neste final de ano: não fez novo disco porque "não deu". Se bem que foi um golpe fatal nos amigos secretos/ocultos, sei lá, cada região chama isso de um jeito. No show da TV ele, será que ele vai mais uma vez, puxar o saco do Grande Fodão cantando Jesus Cristo? Não se toca de que não adianta. Se o cara lá de cima fosse com os cornos dele, ele não teria perdido a perna, não teria um filho cego, não colecionaria mulheres mortas, não seria parceiro do Erasmo nem sofreria de TOC. Na parada de sucessos lá de cima, Roberto Carlos, o bonzinho, não encontra lugar nem pagando jabá.
24 de dez. de 2008
Empanturrai-vos, irmãos.
Perus, árvores, bolas, luzinhas, tenders, nozes, castanhas, guirlandas, presentes, lembrancinhas, cartões, presépios, presepadas, compras, compras, compras, votos, hipocrisias, beijinhos, esbarrões na calçada, champagnes, cidras, vinhos, cerejas, passas, figos, damascos, ameixas, amêndoas, tâmaras, avelãs, papais noéis, renas, trenós, festões, fitas, embrulhos, pacotes, assados, secos e molhados, neve de isopor, vermelho com verde e dourado, jingle bells acabou o papel, jecas e seus jequinhas fotografando agencias bancárias enfeitadas com os juros que te roubaram no resto do ano, janelas pisca-piscando, árvore gigante jeca no Ibirapuera e mais jecas e jequinhas fotogrando, encolha essa pança, patroa-jeca, botinhas de feltro, sininhos, não-repara-é-só-uma-lembrancinha-viu?, magina, tando com saúde tá bom, feliz Natal, tudo de bom, lacinhos, ofertas pague-só-depois-do-ano-novo e pau na sua bunda flácida, minha senhora, compre, compre, compre, está bem compramos, compramos, compramos, não sabemos direito por que mas compramos, missa do galo, rabanadas, panetones, chocotones, ceias, parentes, porres, vômitos, ressacas, engovs, comida que sobrou, ai-fica-mais-gostosa-no-dia-seguinte!, farofas, chesters, papai noel de chocolate, arroz a grega + maionese suspeita + farofa + salpicão suspeito + frutas + coxa de chester tudo no mesmo prato, tsc ah vai pra barriga do mesmo jeito, come-mais-um-pouco-você-não-vai-fazer-desfeita-comigo, contagem regressiva, foguetórios, hohohôs, amigos secretos e inimigos ocultos, correios lotados, engarrafamentos, calor dos infernos, cometas de papel e purpurina, corais infantis, programa do Roberto Carlos, amor, amor, amor, emoções, vivendo esse momento lindo, Maria Rita, jingle da Globo hoje a festa é sua, minha o cacete, nem por uma xana - se bem que, desde que não more longe... - donas-de-casa barrigudas e seu blogs jovenzinhos desejando feliz isso e aquilo, cartões eletrônicos cheios de vírus, velas, supermercados assaltando mais do que pivete na rua, bandinha de quatro bêbados tocando na calçada em troca de centavos pra cachaça, beatas e carolas encruadas na missa do galo, o corpo de Cristo na hóstia e o sangue que é bom, que é o vinho de missa, esse ninguém distribui. Só o padre bebe. Beleza, beleza, beleza.
Desejo uma puta disenteria a todos.
Perus, árvores, bolas, luzinhas, tenders, nozes, castanhas, guirlandas, presentes, lembrancinhas, cartões, presépios, presepadas, compras, compras, compras, votos, hipocrisias, beijinhos, esbarrões na calçada, champagnes, cidras, vinhos, cerejas, passas, figos, damascos, ameixas, amêndoas, tâmaras, avelãs, papais noéis, renas, trenós, festões, fitas, embrulhos, pacotes, assados, secos e molhados, neve de isopor, vermelho com verde e dourado, jingle bells acabou o papel, jecas e seus jequinhas fotografando agencias bancárias enfeitadas com os juros que te roubaram no resto do ano, janelas pisca-piscando, árvore gigante jeca no Ibirapuera e mais jecas e jequinhas fotogrando, encolha essa pança, patroa-jeca, botinhas de feltro, sininhos, não-repara-é-só-uma-lembrancinha-viu?, magina, tando com saúde tá bom, feliz Natal, tudo de bom, lacinhos, ofertas pague-só-depois-do-ano-novo e pau na sua bunda flácida, minha senhora, compre, compre, compre, está bem compramos, compramos, compramos, não sabemos direito por que mas compramos, missa do galo, rabanadas, panetones, chocotones, ceias, parentes, porres, vômitos, ressacas, engovs, comida que sobrou, ai-fica-mais-gostosa-no-dia-seguinte!, farofas, chesters, papai noel de chocolate, arroz a grega + maionese suspeita + farofa + salpicão suspeito + frutas + coxa de chester tudo no mesmo prato, tsc ah vai pra barriga do mesmo jeito, come-mais-um-pouco-você-não-vai-fazer-desfeita-comigo, contagem regressiva, foguetórios, hohohôs, amigos secretos e inimigos ocultos, correios lotados, engarrafamentos, calor dos infernos, cometas de papel e purpurina, corais infantis, programa do Roberto Carlos, amor, amor, amor, emoções, vivendo esse momento lindo, Maria Rita, jingle da Globo hoje a festa é sua, minha o cacete, nem por uma xana - se bem que, desde que não more longe... - donas-de-casa barrigudas e seu blogs jovenzinhos desejando feliz isso e aquilo, cartões eletrônicos cheios de vírus, velas, supermercados assaltando mais do que pivete na rua, bandinha de quatro bêbados tocando na calçada em troca de centavos pra cachaça, beatas e carolas encruadas na missa do galo, o corpo de Cristo na hóstia e o sangue que é bom, que é o vinho de missa, esse ninguém distribui. Só o padre bebe. Beleza, beleza, beleza.
Desejo uma puta disenteria a todos.
Estou refugiado numa lan house, esse lugar sagrado que não fecha nunca, à prova de Natal e outras babaquices semelhantes. Aqui não se ouve falar em ceia [odeio essa palavra, me dá nojo] nem comida nem relatos de como foi a porra da noite feliz de cada um. A esta altura do ano, o Grande Fodão deve estar intoxicado de tanta puxação de saco, de tanto babaca forrando o bucho em nome dele. O pior é que essa gente não se contenta em fazer, tem que contar pra todo mundo como foi que fez. Vou ali vomitar e já volto.
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