18 de jun. de 2008
Hoje fiquei olhando umas marcas de papel higiênico no supermercado. Papel higiênico Personal em cores e aromas de frutas [tem de pêssego e de maçã verde] é interessante. Desde que fiquem só nas frutas amigáveis. Nada de abacaxi ou limão. E coco seria infame.
Três versões do papel Neve me deixaram pensativo. Neve com Vitamina E, Neve com Leite de Aveia e Neve com Aloe Vera. Incrível como eles pensam no cu do consumidor. Imagino que, enquanto a vitamina E e o leite de aveia [será que eles põem Davene?] protegem as pregas, o Aloe Vera deixa macios e sedosos aqueles pêlos com os quais a natureza sacaneou muita gente boa. Você vê que eles conhecem. Devem pesquisar cu o tempo todo. Devem saber tudo de cu. Logo lançam alguma coisa para revitalizar a prega-mestra.
[Falando em CU, por favor mãe, PARE DE ME ENVIAR CONVITES DE MYSPACE E SONICO]
Grato... =D
Três versões do papel Neve me deixaram pensativo. Neve com Vitamina E, Neve com Leite de Aveia e Neve com Aloe Vera. Incrível como eles pensam no cu do consumidor. Imagino que, enquanto a vitamina E e o leite de aveia [será que eles põem Davene?] protegem as pregas, o Aloe Vera deixa macios e sedosos aqueles pêlos com os quais a natureza sacaneou muita gente boa. Você vê que eles conhecem. Devem pesquisar cu o tempo todo. Devem saber tudo de cu. Logo lançam alguma coisa para revitalizar a prega-mestra.
[Falando em CU, por favor mãe, PARE DE ME ENVIAR CONVITES DE MYSPACE E SONICO]
Grato... =D
10 de jun. de 2008
8 de jun. de 2008
Inaugurando a seção TESTOSTERONA.
* Tomar sorvete (full calda de caramelo) com a sua namorada num sabado de manhã. R$15,00
* Tomar sorvete (full calda de caramelo) com a sua namorada num sabado de manhã. R$15,00
PAUSA [ON]
PUTAQUEPARIUCARALHOPORRA, não sei como só agora fui tomar conhecimento DISSO, acabei de descobrir o SUPER MARIO HARDCORE, e logo quando? quando estava inaugurando o mural dos machos de respeito. Neste novo Mario você pode usar armas hilárias, rola muito sangue e violência gratuita, mais sempre com humor, claro.
PAUSA [OFF]
* Alugar Alien Vs Predador II + RAMBO IV, (R$ 19,50 em Copacabana, na Canadian Vídeo, não vá, eles te roubam a mão armada) assistir a pancadaria de aliens, com direito a explosão semi-nuclear e tudo, depois ver o RAMBO matando mais de mil - mil - mil, com direito a jugular arrancada a mão, tiro de canhão anti-aéreo arrancando pernas, braços, cabeças, tronco... Um verdadeiro festival de carnificina. Onde eu quero chegar? A graça é fazer esse programa de MACHO com uma mulher gostosa do lado, (vou falar logo porque minha mulher lê o meu blog, no meu caso, a mulher gostosa é a minha namorada) sem reclamar, te fazendo carinho, ela pode nem gostar, mais não reclama. A tarde inteira foi isso, totalmente excelente.
Melhor ainda porque além disso tudo, rolou um sexo violento entre os dois filmes. Diz ai, Programa de MACHO.
ISSO não tem preço.
[sim, MACHO que é MACHO não conta até 3, vai até o 2 e olhe lá.]
Primeiro Macho de respeito no mural. Sylvester Stallone.
PUTAQUEPARIUCARALHOPORRA, não esta funcionando o link de adição de imagens, fico devendo.
6 de jun. de 2008
2 de jun. de 2008
Ainda no trabalho, tédio mode ON, cara de pouco amigo, abro o Pain e começo a tentar desenhar coisas idiotas pra passar o tempo. Entre essas coisas idiotas, faço um círculo de mais ou menos 20 cm de raio, e faço outro muito menor, de aproximadamente 0,5 mm de raio, até ai nada de mais, só idiota mesmo. Uma amiga do trabalho olha curiosa, chega mais perto e pergunta:
- O que e isso?
- ...
- Hein, me fala o que é isso !!!
- O maior é o seu cú, o menor é o meu.
- hummm, pior que o meu deve tá assim mesmo, tá inchado.
- hã.
- É porque tô com prisão de ventre, sabe como é, doi pra sair, ai você tem que fazer muita força, dai fica dolorido e inchado.
- ...
[Vontade de enfiar-lhe um taco de beisebol e rodar-lhe na bunda]
- O que e isso?
- ...
- Hein, me fala o que é isso !!!
- O maior é o seu cú, o menor é o meu.
- hummm, pior que o meu deve tá assim mesmo, tá inchado.
- hã.
- É porque tô com prisão de ventre, sabe como é, doi pra sair, ai você tem que fazer muita força, dai fica dolorido e inchado.
- ...
[Vontade de enfiar-lhe um taco de beisebol e rodar-lhe na bunda]
1 de jun. de 2008
VIDA
(Rubem Fonseca)
No meu caso sou alertado pelo ruído causado pelo movimento de gases nos intestinos. Mas há pessoas que não são beneficiadas por esse sinal prodrômico – minha mulher diz que isso não é uma doença, e não sendo uma doença não tem um pródromo, como um aviso que o epiléptico recebe momentos antes de ter uma crise, como ocorria com o nosso filho, que Deus o tenha, mas minha mulher dedica-se a me contrariar em tudo o que digo, a me hostilizar constantemente, esse é o passatempo da vida dela –, mas eu dizia que a minha flatulência é anunciada por esses ruídos dos gases se deslocando no abdome, e isso me permite, quase sempre, uma retirada estratégica para ir expelir os gases longe dos ouvidos e narizes dos outros. Aliás, prefiro fazer isso isolado, pois os flatos ao serem expulsos dão-me um grande prazer que se manifesta no meu rosto, sei disso pois na maioria das vezes eu os libero no banheiro, o melhor lugar para fazê-lo, e posso notar na minha face, refletida no espelho, a leniência do alívio, a deleitação provocada por sua essência odorífera, e também uma certa euforia, quando são bem ruidosos. E, sendo um ambiente fechado, tenho outra emoção, talvez mais prazerosa, que é a de fruir com exclusividade esse odor peculiar. Sim, eu sei que para a maioria das pessoas – e certamente não para quem o expeliu – o aroma da flatulência alheia é ofensivo e repugnante. Minha mulher, por exemplo, quando estamos deitados na cama e ela ouve o barulho dos meus intestinos, grita comigo, sai da cama e vai peidar longe de mim, seu nojento. Saio correndo da cama e vou para o banheiro, nessas ocasiões, como já disse, prefiro ficar sozinho, e após expelir os gases no banheiro, com a porta fechada, quando nem acabei de gozar a satisfação que aquilo me propicia, ela grita do quarto, meu Deus, estou sentindo o fedor daqui, você está podre mesmo. O cheiro não é tão forte assim, eu até que gostaria que fosse mais intenso pois me daria maior prazer, mas às vezes é tão suave que tenho que me curvar e fungar com o nariz quase colado no púbis para sentir o aroma desprendido pelo flato, mas mesmo assim, nesses dias ela grita palavras injuriosas do quarto, como se odor tão fraco pudesse fazer percurso tão longo sem esvaecer pelo caminho. Outro dia, no jantar, aliás isso ocorre quase todos os dias, ao repetir o prato de feijão, ela disse, come mais, enche as tripas, para depois peidar mais forte, mas ela diz a mesma coisa se repito a sobremesa, sou magro e não consigo deixar de ser magro, não importa o que eu coma, ela é gorda e não consegue deixar de ser gorda, mas vive fazendo tortas, pudins de leite e musses de chocolate, e se repito o pudim ou a musse ela diz, você vai passar a noite peidando como um cavalo, e ainda por cima ela me culpa de ser gorda, que a faço infeliz e ela come para compensar as frustrações causadas por mim, e ela tem razão, pois não consigo cumprir as minhas obrigações de marido, por mais que tente, e na verdade já nem tento mais. Eu poderia sair de casa, pedir divórcio, mas lembro o que ela sofreu durante a doença do nosso filho, acho que nunca existiu no mundo mãe mais dedicada, e ela ficou gorda depois que nosso filho morreu, e às vezes eu a surpreendo chorando com o retrato dele na mão, eu não devo abandoná-la nessa situação, não posso ser tão desalmado e egoísta, e ainda mais sendo magro e elegante poderia arrumar outra mulher, mas ela não conseguiria arranjar outro homem e a solidão aumentaria ainda mais o seu sofrimento e ela é uma boa mulher, não merece isso. Estamos deitados, ela de costas para mim, pensei que estivesse dormindo, mas meus intestinos começaram a produzir borborigmos e ela, sem se virar, gritou, ai meu Deus que vida a minha, vai peidar no banheiro, e eu fui e fiz o que ela mandou e contemplei no espelho a felicidade que o forte ruído e o intenso odor estampavam no meu rosto.
(Rubem Fonseca)
No meu caso sou alertado pelo ruído causado pelo movimento de gases nos intestinos. Mas há pessoas que não são beneficiadas por esse sinal prodrômico – minha mulher diz que isso não é uma doença, e não sendo uma doença não tem um pródromo, como um aviso que o epiléptico recebe momentos antes de ter uma crise, como ocorria com o nosso filho, que Deus o tenha, mas minha mulher dedica-se a me contrariar em tudo o que digo, a me hostilizar constantemente, esse é o passatempo da vida dela –, mas eu dizia que a minha flatulência é anunciada por esses ruídos dos gases se deslocando no abdome, e isso me permite, quase sempre, uma retirada estratégica para ir expelir os gases longe dos ouvidos e narizes dos outros. Aliás, prefiro fazer isso isolado, pois os flatos ao serem expulsos dão-me um grande prazer que se manifesta no meu rosto, sei disso pois na maioria das vezes eu os libero no banheiro, o melhor lugar para fazê-lo, e posso notar na minha face, refletida no espelho, a leniência do alívio, a deleitação provocada por sua essência odorífera, e também uma certa euforia, quando são bem ruidosos. E, sendo um ambiente fechado, tenho outra emoção, talvez mais prazerosa, que é a de fruir com exclusividade esse odor peculiar. Sim, eu sei que para a maioria das pessoas – e certamente não para quem o expeliu – o aroma da flatulência alheia é ofensivo e repugnante. Minha mulher, por exemplo, quando estamos deitados na cama e ela ouve o barulho dos meus intestinos, grita comigo, sai da cama e vai peidar longe de mim, seu nojento. Saio correndo da cama e vou para o banheiro, nessas ocasiões, como já disse, prefiro ficar sozinho, e após expelir os gases no banheiro, com a porta fechada, quando nem acabei de gozar a satisfação que aquilo me propicia, ela grita do quarto, meu Deus, estou sentindo o fedor daqui, você está podre mesmo. O cheiro não é tão forte assim, eu até que gostaria que fosse mais intenso pois me daria maior prazer, mas às vezes é tão suave que tenho que me curvar e fungar com o nariz quase colado no púbis para sentir o aroma desprendido pelo flato, mas mesmo assim, nesses dias ela grita palavras injuriosas do quarto, como se odor tão fraco pudesse fazer percurso tão longo sem esvaecer pelo caminho. Outro dia, no jantar, aliás isso ocorre quase todos os dias, ao repetir o prato de feijão, ela disse, come mais, enche as tripas, para depois peidar mais forte, mas ela diz a mesma coisa se repito a sobremesa, sou magro e não consigo deixar de ser magro, não importa o que eu coma, ela é gorda e não consegue deixar de ser gorda, mas vive fazendo tortas, pudins de leite e musses de chocolate, e se repito o pudim ou a musse ela diz, você vai passar a noite peidando como um cavalo, e ainda por cima ela me culpa de ser gorda, que a faço infeliz e ela come para compensar as frustrações causadas por mim, e ela tem razão, pois não consigo cumprir as minhas obrigações de marido, por mais que tente, e na verdade já nem tento mais. Eu poderia sair de casa, pedir divórcio, mas lembro o que ela sofreu durante a doença do nosso filho, acho que nunca existiu no mundo mãe mais dedicada, e ela ficou gorda depois que nosso filho morreu, e às vezes eu a surpreendo chorando com o retrato dele na mão, eu não devo abandoná-la nessa situação, não posso ser tão desalmado e egoísta, e ainda mais sendo magro e elegante poderia arrumar outra mulher, mas ela não conseguiria arranjar outro homem e a solidão aumentaria ainda mais o seu sofrimento e ela é uma boa mulher, não merece isso. Estamos deitados, ela de costas para mim, pensei que estivesse dormindo, mas meus intestinos começaram a produzir borborigmos e ela, sem se virar, gritou, ai meu Deus que vida a minha, vai peidar no banheiro, e eu fui e fiz o que ela mandou e contemplei no espelho a felicidade que o forte ruído e o intenso odor estampavam no meu rosto.
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